História centenária do Grupo Escoteiro Cesare Tibaldeschi ganha exposição no Rio de Janeiro
Uma história que começou em Nova Veneza, no Sul de Santa Catarina, há mais de um século, será apresentada ao público no Rio de Janeiro a partir do dia 27 de agosto. A exposição “O Escotismo, a 2ª Guerra e o Centenário do 35º GE Cesare Tibaldeschi” será inaugurada às 19h, na sede do Centro Cultural do Movimento Escoteiro (CCME).
A mostra recupera a trajetória do atual 35º Grupo Escoteiro Cesare Tibaldeschi, cuja história remonta a 1º de fevereiro de 1925 e está diretamente ligada às raízes italianas de Nova Veneza. O Grupo surgiu a partir da tradição do Escotismo italiano e, em seus primeiros anos, esteve vinculado à autoridade consular.
Ao longo das décadas seguintes, essa trajetória seria atravessada por alguns dos principais acontecimentos históricos do século XX. Períodos de repressão, conflitos e profundas transformações políticas e sociais impuseram dificuldades ao Escotismo e deixaram marcas na história do Grupo.
Documentos, fotografias, personalidades e acontecimentos relacionados a esse período integram a exposição, que amplia o olhar para além de Nova Veneza e apresenta também episódios da história do Movimento Escoteiro no Brasil e na Europa, especialmente em períodos marcados por conflitos e mudanças políticas.
A construção desse trabalho contou também com a parceria do Instituto Memória Escoteira (IME), que participou do processo de preservação e difusão dessa história e encaminhou ao Centro Cultural do Movimento Escoteiro informações sobre a trajetória do Grupo Escoteiro Cesare Tibaldeschi. O material contribuiu para a produção do artigo pelo CCME e, posteriormente, para a realização da exposição.
Mais do que reconstruir uma cronologia, a proposta é mostrar como o Escotismo atravessou diferentes contextos históricos preservando valores, memória e identidade entre gerações.
Uma história que atravessou gerações
O centenário do Grupo Escoteiro Cesare Tibaldeschi foi celebrado em 2025. Para a presidente do Grupo, Dionete Bortolotto Bratti, a exposição representa uma oportunidade de revisitar essa trajetória e, principalmente, reconhecer as pessoas que ajudaram a construí-la.
“Em 2025, nós tivemos a emoção e o privilégio de celebrar os 100 anos do nosso Grupo. São 100 anos de história, de famílias, de jovens, de chefes e de tantas pessoas que, ao longo dessas gerações, ajudaram a construir o nosso caminho. Agora, neste mês de agosto, essa história ganha mais um capítulo muito especial com essa exposição”, destaca.
Para Dionete, observar os registros preservados ao longo desse século significa também reencontrar diferentes gerações que fizeram parte do Escotismo em Nova Veneza.
“Quando olhamos para fotografias e registros, não estamos só olhando para o passado. Estamos olhando para as pessoas que fizeram parte dessa história, para as gerações que passaram pelo nosso Grupo e ajudaram a construir o que ele é hoje. São 100 anos de histórias, sonhos, amizades, aprendizado e, com certeza, de muito amor pelo Escotismo.”
Do passado para as próximas gerações
Entre os registros históricos relacionados à trajetória do Grupo está uma fotografia de sua fundação, em 1925, na qual aparece o médico italiano Cesare Tibaldeschi, que posteriormente daria nome à Unidade Escoteira.
O registro ajuda a dimensionar o significado da preservação desse acervo. São documentos capazes de conectar a atuação dos jovens e voluntários de hoje a pessoas que praticavam o Escotismo na mesma comunidade há um século.
Esse trabalho de preservação da memória, fortalecido pela atuação de instituições como o Instituto Memória Escoteira e o Centro Cultural do Movimento Escoteiro, permite que documentos e fotografias deixem de ser apenas registros guardados em arquivos e continuem contribuindo para contar a história do Movimento às novas gerações.
Essa continuidade é justamente um dos aspectos destacados pela presidente do Grupo.
“Talvez o mais bonito de tudo seja perceber que essa história ainda não terminou. Ela continua em cada jovem que veste o nosso lenço, em cada chefe que dedica seu tempo, em cada família que acredita no Movimento e em cada geração que chega para escrever mais um capítulo”, afirma Dionete.
Segundo ela, a exposição representa “um momento de muito orgulho, emoção e gratidão por todos aqueles que fizeram parte desses 100 anos”.
“O centenário foi celebrado em 2025, mas a história continua sendo contada.”
Serviço
Exposição: O Escotismo, a 2ª Guerra e o Centenário do 35º GE Cesare Tibaldeschi
Inauguração: 27 de agosto de 2026, às 19h
Local: Centro Cultural do Movimento Escoteiro (CCME)
Endereço: Rua 1º de Março, nº 112, Centro, Rio de Janeiro/RJ
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h
Fins de semana e feriados: visitação para Grupos Escoteiros mediante agendamento prévio.
Texto: Fabiano Kutach | Equipe Regional de Comunicação
Fotos: Aquivo/Acervo






